Lembranças loucas

São as memórias que matam o medo da morte Só para isso elas servem. E nada mais Queria retomar a pureza do encontro e do toque Da inocência infante das primeiras estações Vou para o próximo dia de peito aberto E não temo a cor do futuro por me lembrar Do cheiro das noites passadas e das tardes vividas Às vezes há um odor que convoca adolescência Que retoma imagens quentes e cândidas Onde o tempo parecia mais simples E o espaço contido num passo As memórias são o pulmão da vida Inpiramos e relembramos, há uma inocência que é sempre quente, chamada nostalgia Expiramos e libertamos, há uma certeza sempre presente: vamos ao outro dia...
(aut.desc)





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